quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A busca por um significado-significante

A civilização por toda sua existência vem esquadrinhando um significado-significante para sua experiência na terra. Seja na ciência, nas provocações filosóficas, da religião, dentre outras formas. É de grande valia, entregar-se aos cantos do compositor e cantor Gonzaguinha, em que diz em uma de suas canções – Nunca pare de sonhar: “... fé na vida, fé no homem, fé no que virá... nós podemos tudo, nós podemos mais...”.  

Quando pensamos um significado sobre nossas vidas, é preciso salientar uma razão enquanto cidadãos, no coletivo, para então encontrar uma razão individual. Não sei se há resposta nessa reflexão, mas certamente, como menciona o escritor e filósofo contemporâneo-moderno Mario Sergio Cortella: “sábio não é o que dá respostas verdadeiras, mas o que faz verdadeiras perguntas”.

O tempo passa diante dos nossos olhos, mas estamos tão preocupados em agradar os outros que, na medida em que o tempo passa, acabamos deixando o significado de nossas vidas no esquecimento, deixando de existir; e no crepúsculo da juventude começamos a tomar consciência do quanto fomos (somos?) ingênuos.

As questões significantes, talvez só sejam possíveis de encontrar, quando procurarmos não agradar os outros, mas agregar valores à humanidade. Isso. Quem sabe seja esse o significado: agregar valores. Não no sentido de valor material – acumulativo-narcisista –, mas valor de experiência, de saber, de conhecimento. Dar ao outro, sem ser pretensioso, o conhecimento que nós é oferecido gratuitamente. Ensinar sem medo de ser superado.

As observações na Psicanálise e no decorrer dos anos pós-freudiano, na qual podemos evidenciar de Psicanálise-Psicodinâmica, mediante muitas contribuições enriquecedoras que ocorreram. Ensina que, mesmo nos seus mais tenros anos, o significado-significante para alguns indivíduos, esteja na experiência traumática da infância ou na busca de superar uma frustração vivenciada na passagem da adolescência para vida adulta, como também em grandes desapontamentos na construção do seu eu, que provocaram questionamentos sobre si mesmo e o mundo, originando uma busca frenética por significado de existência, de vida.
Contudo é muito possível que nunca encontremos um significado-significante universal, para aquecer os corações dos humanos, nosso. Mas é pensando a dois ou mais, que encontraremos novas perguntas para novas descobertas. Para isso, vamos sempre precisar do Outro para descobrir novos caminhos, novos horizontes, novos significados. Segundo o psicoterapeuta e escritor contemporâneo Renato Dias Martino: “A arte do pensar é sempre a dois, sozinhos no máximo imaginamos”.

Enquanto houver capacidade de pensar novas perguntas, haverá novas descobertas para harmonia de nossa mente e alma humana.




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